O acesso à Tirzepatida no SUS se tornou um assunto cada vez mais discutido no Brasil à medida que medicamentos como Mounjaro ganharam espaço no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
O medicamento já possui indicações aprovadas pela Anvisa e está disponível comercialmente no país, mas seu custo ainda representa uma barreira importante para muitas pessoas.
Em 2026, essa discussão chegou também ao Congresso Nacional.
O Projeto de Lei nº 590/2026 propõe incluir Mounjaro e Zepbound, medicamentos à base de tirzepatida, além de outros agonistas de GLP-1, no Programa Farmácia Popular do Brasil.
Mas isso significa que a Tirzepatida no SUS já será distribuída gratuitamente?
Não.
Existe uma diferença importante entre um projeto de lei ter sido apresentado e um medicamento efetivamente passar a ser disponibilizado pelo sistema público.
Até agosto de 2026, o projeto ainda estava em tramitação na Câmara dos Deputados e a tirzepatida não havia sido incorporada nacionalmente ao SUS para essas indicações.
Neste artigo, você vai entender o que está acontecendo, o que propõe o projeto, como funciona a incorporação de medicamentos ao sistema público e quais etapas ainda precisam acontecer.
Importante: este artigo possui finalidade exclusivamente informativa. A existência de projetos de lei ou discussões sobre incorporação não significa que o medicamento já esteja disponível gratuitamente. As informações refletem a situação consultada em agosto de 2026.
Tirzepatida no SUS: qual é a situação atualmente?
Até a atualização deste artigo, a Tirzepatida no SUS ainda não faz parte da oferta nacional regular do Sistema Único de Saúde para tratamento da obesidade ou do diabetes tipo 2.
A própria Anvisa explica que a aprovação regulatória de um medicamento não significa automaticamente que ele será fornecido pelo SUS.
Para que isso aconteça no âmbito nacional, normalmente é necessária uma avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, a Conitec, seguida de decisão do Ministério da Saúde.
A Anvisa deixa isso claro em sua página sobre a nova indicação do Mounjaro para controle crônico do peso: a disponibilização no SUS está condicionada à avaliação e recomendação da Conitec e à aprovação pelo Ministério da Saúde.
Portanto, temos duas questões diferentes:
Anvisa: avalia se o medicamento possui qualidade, segurança e eficácia para determinada indicação.
SUS/Conitec: avalia se aquela tecnologia deve ser incorporada ao sistema público, levando em consideração evidências clínicas, custo-efetividade, impacto orçamentário e outros fatores.
Existe um projeto para disponibilizar Mounjaro pelo Farmácia Popular
Sim.
Em fevereiro de 2026 foi apresentado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 590/2026.
A proposta inclui no Programa Farmácia Popular:
- Mounjaro;
- Zepbound;
- outros medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 com eficácia comprovada.
O projeto menciona o uso desses medicamentos para condições como:
- obesidade;
- doença crônica baseada em adiposidade;
- sobrepeso com risco metabólico;
- diabetes mellitus tipo 2.
A proposta foi apresentada pelo deputado federal Pompeo de Mattos e encaminhada às Comissões de Saúde, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Em agosto de 2026, a situação oficial da Câmara constava como:
“Aguardando Designação de Relator(a) na Comissão de Saúde.”
Ou seja, o projeto ainda está em uma fase relativamente inicial de tramitação.
Farmácia Popular e SUS são a mesma coisa?
Não exatamente.
Essa diferença é importante para entender a discussão sobre Tirzepatida no SUS.
O Programa Farmácia Popular do Brasil é uma política do Ministério da Saúde que disponibiliza medicamentos e insumos por meio de farmácias privadas credenciadas.
Atualmente, o programa oferece medicamentos gratuitos para diversas condições, como:
- hipertensão;
- diabetes;
- asma;
- osteoporose;
- dislipidemia;
- rinite;
- glaucoma;
- doença de Parkinson;
- anticoncepção.
Isso significa que, caso um medicamento seja incluído no Farmácia Popular, sua retirada pode acontecer em estabelecimentos privados participantes do programa, seguindo as regras definidas pelo Ministério da Saúde.
Já outros medicamentos do SUS podem ser dispensados diretamente em:
- Unidades Básicas de Saúde;
- farmácias municipais;
- unidades especializadas;
- componentes específicos da assistência farmacêutica.
Portanto, o PL 590/2026 não representa exatamente uma incorporação convencional da Tirzepatida no SUS por meio da Conitec.
Ele propõe especificamente sua inclusão no Programa Farmácia Popular.
O que é o Farmácia Popular?
O Farmácia Popular foi criado para ampliar o acesso da população a medicamentos utilizados principalmente na Atenção Primária à Saúde.
O programa funciona por meio de farmácias e drogarias privadas credenciadas.
Em 2026, os medicamentos e insumos pertencentes ao elenco do programa são fornecidos gratuitamente aos pacientes que atendem às regras de retirada.
Para obter um medicamento do programa normalmente é necessário apresentar os documentos exigidos, como receita válida e identificação do paciente.
Mas Mounjaro e tirzepatida não fazem parte atualmente do elenco oficial do Farmácia Popular.
Por isso, não é possível chegar hoje a uma farmácia credenciada e solicitar Mounjaro gratuitamente apenas por ela participar do programa.
O projeto já foi aprovado?
Não.
Esse é provavelmente o ponto que mais precisa ser destacado.
O Projeto de Lei 590/2026 não é uma lei em vigor.
Até agosto de 2026, ele aguardava relator na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
O despacho atual prevê análise pelas seguintes comissões:
- Comissão de Saúde;
- Comissão de Finanças e Tributação;
- Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O projeto tramita em regime ordinário.
Portanto, ainda existem diferentes etapas até que uma eventual inclusão possa se tornar realidade.
É por isso que manchetes como:
“Mounjaro será gratuito pelo SUS”
seriam, neste momento, incorretas.
O mais adequado é dizer:
há um projeto propondo ampliar o acesso à tirzepatida pelo Farmácia Popular.
O projeto pode ser rejeitado?
Sim.
Projetos de lei podem:
- receber parecer favorável;
- receber parecer contrário;
- ser modificados;
- receber substitutivos;
- ficar parados durante a tramitação;
- ser arquivados;
- ser aprovados.
Não existe garantia de que o texto apresentado em fevereiro de 2026 será aprovado exatamente da maneira como foi proposto.
Também podem surgir discussões sobre:
- custo para o governo;
- critérios de indicação;
- público que teria acesso;
- impacto no orçamento;
- necessidade de prescrição;
- uso para obesidade;
- uso para diabetes;
- acompanhamento profissional.
Por isso, a discussão sobre Tirzepatida no SUS ainda está longe de ser considerada encerrada.
Por que disponibilizar Tirzepatida pelo sistema público é uma discussão complexa?
Um dos maiores desafios é o custo.
Medicamentos modernos utilizados no tratamento crônico da obesidade podem representar um impacto orçamentário muito elevado quando considerados para uma população grande.
Não basta analisar quanto custa tratar uma única pessoa.
Para políticas públicas, é necessário considerar potencialmente:
- centenas de milhares;
- ou até milhões de pacientes elegíveis;
- duração do tratamento;
- necessidade de acompanhamento;
- possíveis ajustes de dose;
- efeitos adversos;
- benefícios obtidos;
- economia gerada pela prevenção de complicações.
Essa análise é uma das funções da Conitec.
O que a Conitec faz?
A Conitec é responsável por assessorar o Ministério da Saúde na avaliação de tecnologias que podem ser incorporadas ao SUS.
Entre os fatores avaliados estão:
- eficácia;
- segurança;
- benefícios clínicos;
- comparação com tratamentos já disponíveis;
- custo-efetividade;
- impacto orçamentário.
Não basta um medicamento funcionar.
A comissão precisa analisar se sua adoção é viável dentro de um sistema público que atende mais de 200 milhões de brasileiros e possui recursos limitados.
Por isso, medicamentos aprovados pela Anvisa podem não estar disponíveis automaticamente pelo SUS.
Outros medicamentos para obesidade já foram avaliados
A discussão sobre Tirzepatida no SUS acontece em um contexto maior.
Em 2025, por exemplo, a Conitec avaliou a semaglutida para uma população específica: pessoas com obesidade graus II e III, sem diabetes, a partir de 45 anos e com doença cardiovascular estabelecida.
A recomendação final foi de não incorporação ao SUS para essa indicação.
Entre os motivos considerados estavam:
- elevado impacto orçamentário;
- incertezas sobre o tempo de tratamento;
- necessidade de integrar o medicamento a outras estratégias de cuidado.
A estimativa apresentada durante a avaliação chegou a valores de bilhões de reais em cinco anos, dependendo do cenário analisado.
A experiência mostra por que a eventual incorporação da tirzepatida também poderia envolver uma análise econômica bastante detalhada.
E a liraglutida?
A liraglutida também passou por avaliação da Conitec em 2025 para tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.
A decisão também foi pela não incorporação ao SUS naquela indicação específica.
Esses precedentes não significam que a Tirzepatida no SUS necessariamente terá o mesmo resultado no futuro.
Cada tecnologia e cada indicação são avaliadas individualmente.
Mas mostram que custo e impacto orçamentário possuem peso importante nas decisões.
A obesidade é tratada pelo SUS atualmente?
Sim.
Não ter medicamentos como Mounjaro disponíveis nacionalmente não significa que o SUS não trate obesidade.
O sistema público possui diferentes estratégias que podem incluir:
- acompanhamento médico;
- acompanhamento nutricional;
- promoção de atividade física;
- atenção psicológica;
- cuidado multiprofissional;
- tratamento das doenças associadas;
- cirurgia bariátrica em pacientes que atendem aos critérios.
A abordagem depende da situação do paciente e dos serviços disponíveis na rede local.
O debate atual é sobre adicionar novas opções farmacológicas a esse conjunto de ferramentas.
Por que a Tirzepatida chama tanta atenção?
A Tirzepatida no SUS passou a ser discutida principalmente depois dos resultados obtidos em estudos clínicos de diabetes e controle do peso.
A molécula atua simultaneamente nos receptores de:
- GIP;
- GLP-1.
No estudo SURMOUNT-1, determinadas doses de tirzepatida produziram reduções médias de peso próximas de 15% a 21% após 72 semanas em adultos com obesidade ou sobrepeso sem diabetes.
Esses resultados fizeram com que medicamentos dessa classe ganhassem enorme atenção médica e popular.
Entretanto, resultados clínicos expressivos não resolvem sozinhos a questão de acesso público.
Mounjaro já é aprovado para obesidade no Brasil?
Sim.
Em junho de 2025, a Anvisa aprovou uma nova indicação do Mounjaro.
O medicamento passou a ser indicado para controle crônico do peso, incluindo perda e manutenção, em conjunto com dieta de baixa caloria e aumento de atividade física em adultos:
- com IMC igual ou superior a 30 kg/m²; ou
- com IMC igual ou superior a 27 kg/m² e pelo menos uma condição relacionada ao peso.
Entre os exemplos estão hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono, doença cardiovascular, pré-diabetes e diabetes tipo 2.
Mas novamente:
aprovação da Anvisa não equivale a disponibilização da Tirzepatida no SUS.
São processos diferentes.
Mounjaro e Zepbound possuem Tirzepatida
O PL 590/2026 cita tanto Mounjaro quanto Zepbound.
Os dois são marcas relacionadas à molécula tirzepatida.
No Brasil, o nome mais conhecido é Mounjaro.
Nos Estados Unidos, Zepbound é a marca da tirzepatida utilizada para determinadas indicações relacionadas ao controle do peso.
Por isso, o projeto utiliza os nomes comerciais junto com a referência à substância.
Do ponto de vista de uma política pública, entretanto, a forma final de aquisição e fornecimento dependeria das regras que fossem estabelecidas caso a proposta avançasse.
Quem teria direito caso o projeto seja aprovado?
Essa resposta ainda não está definida de maneira prática.
O projeto fala em medicamentos para obesidade, doença crônica baseada em adiposidade, sobrepeso com risco metabólico e diabetes tipo 2.
Mas a eventual implementação de uma política pode exigir critérios como:
- diagnóstico;
- IMC;
- presença de comorbidades;
- histórico de tratamento;
- prescrição médica;
- acompanhamento regular.
Seria incorreto afirmar hoje que “qualquer pessoa querendo emagrecer teria direito”.
Mesmo no uso privado, Mounjaro possui indicações clínicas específicas e sua venda exige prescrição.
A Tirzepatida poderia ser gratuita?
Se uma futura política determinasse fornecimento integralmente financiado pelo governo, sim.
O Farmácia Popular atualmente trabalha com medicamentos e insumos gratuitos pertencentes ao elenco oficial do programa.
Mas isso dependeria da aprovação e regulamentação da proposta.
Enquanto isso não acontece, não existe previsão oficial de retirada gratuita de Mounjaro nas farmácias participantes.
Existe uma data para a Tirzepatida chegar ao SUS?
Não.
Atualmente não existe uma data oficial para a disponibilização nacional da Tirzepatida no SUS.
O PL 590/2026 ainda está em tramitação.
Além disso, a eventual incorporação convencional pelo SUS também dependeria do processo de avaliação correspondente.
Portanto, qualquer publicação prometendo:
“vai chegar ao SUS em tal mês”
sem uma decisão oficial deve ser vista com cautela.
Alguns municípios estão discutindo o tema
Além do projeto federal, iniciativas locais começaram a aparecer.
Em agosto de 2026, por exemplo, a Câmara Municipal de Mairinque, em São Paulo, aprovou um requerimento solicitando informações ao Ministério da Saúde sobre a possibilidade de disponibilização gratuita de canetas para pessoas de baixa renda com obesidade e doenças associadas.
O documento também questionou especificamente a eventual incorporação da tirzepatida.
Esse tipo de iniciativa mostra como o tema está ganhando espaço político e social.
Mas requerimentos municipais não significam que exista uma política nacional aprovada.
Tirzepatida no SUS pode reduzir desigualdade de acesso?
Esse é um dos argumentos apresentados por quem defende ampliar o acesso a medicamentos modernos para obesidade.
Hoje, o preço limita o tratamento para muitas pessoas que poderiam ter indicação clínica.
Em um sistema universal, ampliar opções pode potencialmente permitir que tratamentos não fiquem restritos apenas a quem consegue pagar no mercado privado.
Por outro lado, gestores precisam considerar como financiar um tratamento de custo elevado para uma população muito grande.
Esse equilíbrio entre:
acesso, eficácia, custo e sustentabilidade
é justamente um dos grandes desafios das políticas públicas de saúde.
Não basta simplesmente entregar a caneta
Outro ponto importante é que a Tirzepatida no SUS, caso seja incorporada futuramente, provavelmente precisaria fazer parte de uma estratégia mais ampla.
Obesidade é uma doença crônica e multifatorial.
O tratamento pode envolver:
- alimentação;
- atividade física;
- acompanhamento psicológico;
- controle de comorbidades;
- educação em saúde;
- medicamentos;
- cirurgia em determinados casos.
Inclusive, decisões anteriores da Conitec envolvendo medicamentos para obesidade destacaram a importância de integrar terapias farmacológicas a ações multiprofissionais.
O tratamento pode ser de longo prazo
Esse é outro desafio econômico.
Estudos demonstram que a retirada de medicamentos modernos para obesidade pode ser seguida por recuperação significativa de parte do peso perdido.
Isso levanta uma pergunta importante para sistemas públicos:
por quanto tempo o tratamento precisaria ser oferecido?
Se milhares de pessoas precisam utilizar um medicamento durante vários anos, o custo acumulado pode ser muito diferente daquele de uma terapia de curta duração.
Essa foi uma das preocupações levantadas durante avaliações anteriores da Conitec com outros medicamentos para obesidade.

O preço pode cair no futuro?
É possível.
O mercado de medicamentos relacionados a GLP-1 está mudando rapidamente.
Novas moléculas, novos fabricantes, concorrência e perda de patentes de determinadas tecnologias podem alterar preços ao longo dos próximos anos.
Uma redução significativa de preço poderia mudar análises de custo-efetividade e impacto orçamentário.
Por isso, uma decisão tomada hoje não necessariamente representa o cenário daqui a cinco anos.
O que precisa acontecer agora?
No caso específico do PL 590/2026, o próximo passo é o andamento nas comissões da Câmara.
A situação oficial atual é de espera pela designação de relator na Comissão de Saúde.
Depois, o projeto ainda precisa avançar pelas demais etapas previstas.
Enquanto não existir aprovação e regulamentação, ele permanece sendo apenas uma proposta legislativa.
No caminho tradicional de incorporação da Tirzepatida no SUS, também seria necessária avaliação formal pela Conitec e decisão do Ministério da Saúde.
Como acompanhar as novidades?
As melhores fontes são os canais oficiais.
Para o projeto de lei, é possível acompanhar diretamente a página do PL 590/2026 no portal da Câmara dos Deputados.
Para possíveis avaliações de incorporação, vale consultar a Conitec.
E para informações sobre indicações, registro e segurança, a referência regulatória brasileira é a Anvisa.
Evite confiar apenas em vídeos ou manchetes dizendo que “Mounjaro chegou ao SUS” sem verificar se existe portaria ou decisão oficial.
Perguntas frequentes
A Tirzepatida já está disponível gratuitamente no SUS?
Não. Até agosto de 2026, não existe oferta nacional regular de Tirzepatida no SUS para obesidade ou diabetes tipo 2.
Existe projeto para tornar Mounjaro gratuito?
Sim. O PL 590/2026 propõe incluir Mounjaro, Zepbound e outros medicamentos relacionados no Programa Farmácia Popular.
O projeto já foi aprovado?
Não. Em agosto de 2026, ele aguardava designação de relator na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
Posso retirar Mounjaro hoje no Farmácia Popular?
Não. Tirzepatida não faz parte atualmente do elenco oficial do programa.
Existe previsão de quando estará disponível?
Não há uma data oficial.
Aprovação da Anvisa significa que o SUS precisa fornecer?
Não. Aprovação regulatória e incorporação ao sistema público são processos diferentes.
O SUS trata obesidade?
Sim. O sistema oferece diferentes estratégias de tratamento e acompanhamento, embora medicamentos como tirzepatida ainda não façam parte da oferta nacional regular.
A Tirzepatida no SUS depende apenas do Congresso?
Não necessariamente. O processo tradicional de incorporação de tecnologias envolve avaliação da Conitec e decisão do Ministério da Saúde. O PL 590/2026 representa uma iniciativa legislativa específica voltada ao Farmácia Popular.
Conclusão
A discussão sobre Tirzepatida no SUS avançou em 2026 com a apresentação de um projeto de lei que propõe incluir Mounjaro, Zepbound e outros medicamentos agonistas de GLP-1 no Programa Farmácia Popular.
Mas é fundamental diferenciar proposta de realidade.
Até agosto de 2026, o PL 590/2026 ainda aguardava designação de relator na Comissão de Saúde e não havia se tornado lei.
Mounjaro também não integra atualmente o elenco oficial do Farmácia Popular.
Portanto, ainda não é correto afirmar que a Tirzepatida no SUS está disponível gratuitamente no Brasil.
O tema, entretanto, merece acompanhamento.
A obesidade é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas e medicamentos modernos trouxeram novas possibilidades de tratamento. Ao mesmo tempo, preços elevados e o grande número potencial de pacientes tornam a incorporação ao sistema público uma decisão complexa.
Nos próximos meses e anos, custo, evidências científicas, sustentabilidade financeira e critérios de acesso provavelmente continuarão no centro dessa discussão.
Por enquanto, quem busca informações sobre Tirzepatida no SUS deve acompanhar as decisões oficiais da Câmara dos Deputados, da Conitec e do Ministério da Saúde, evitando interpretar projetos em tramitação como políticas já aprovadas.
Fontes e referências
- Câmara dos Deputados — Projeto de Lei nº 590/2026.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Mounjaro® (tirzepatida): nova indicação.
- Ministério da Saúde — Programa Farmácia Popular do Brasil.
- Ministério da Saúde — Elenco de Medicamentos e Insumos do Farmácia Popular.
- Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) — recomendações e avaliações de tecnologias.
- Conitec — Semaglutida para tratamento da obesidade, decisão final de 2025.
- Conitec — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabetes Mellitus tipo 2.
- Câmara Municipal de Mairinque — requerimento sobre acesso a canetas emagrecedoras pelo SUS.
Conteúdo atualizado em 25 de agosto de 2026.
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